Artigo sobre ADMaplicada e liderança do Prof. Eduardo Piedade

A cultura ocidental divulgada pela dramaturgia hollywoodiana, nos leva a acreditar que todas as pessoas são empreendedores e desejam obstinadamente ocupar cargos de liderança executiva ou montar suas próprias empresas, mas isto não é verdade. Uma das verdades apontadas em nossas últimas pesquisas dentro das empresas é que a ambição pela conquista de melhores cargos e salários se mantém inalterada, mas estão muito distantes da disposição de esforço, dedicação e determinação que as gerações dos que hoje têm cinquenta anos apresentavam quando o assunto era ocupar um cargo de comando ou montar uma empresa a partir do zero, já que os valores da atual geração de líderes tem priorizado dentre outras, o consumo e principalmente a qualidade de vida.

Se é fato que muitos desejam andar bem-vestidos e usufruir dos benefícios das posições executivas ou suposta independência de ter o seu próprio negócio, também é fato que poucos estão dispostos a adiar seu consumo poupando ou se dedicando por carreiras e empreendimentos que demorem ou jamais decolem, basta ver o crescimento das franquias. Sem nenhum demérito, uma das formas pelas quais podemos analisar uma franquia é que é um tipo de emprego corporativo que substitui a carteira de trabalho por uma relação CNPJ, sustentada no compromisso de que o franqueador trabalha para garantir uma maior segurança estratégica, tática e operacional para que o franqueado minimize seu risco, recupere o capital investido e participe do lucro de uma operação consolidada.

A valorosa e imprescindível figura do líder servidor do ideário da corporação que cuida, instrui e fortalece o desempenho da equipe é cada vez mais raro, e por ser mais raro fica cada vez mais caro e difícil de recrutar e selecionar a partir de processos seletivos que convencionalmente são aplicados de forma a priorizar o conhecimento e as habilidades comprovadas no currículo, a maior parte das vezes negligenciando as características atitudinais que costumam ser o grande diferencial deste tipo de liderança em extinção. Sugiro que para estas posições o selecionador sempre conte com o auxílio de um serviço de assessoria especializado que dentre outras deve envolver os sócios e diretores executivos, a fim de ampliar o potencial de identificação desses valores, que a partir da inteligência emocional do líder pode de fato contribuir para revolucionar toda empresa.

Creio que num passado recente, muitos chefes que sabiam mais do que a equipe, foram indevidamente confundidos com líderes e que a atual disponibilização massiva de informações tornou “saber o que fazer” muito mais importante do “apenas ter informações ou experiência curricular”, tornando a inteligência emocional e atitudinal a mais valiosa ferramenta de liderança, fruto da sublime magnitude da essência humana.

Palavra de administrador!

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