Desde a primeira aula da faculdade e até o final do curso, todo o administrador é levado a conhecer e relembrar as funções básicas de planejar, organizar, dirigir e controlar.
É justamente a partir delas que todos os demais conceitos e ações administrativas se desenvolvem a fim de possibilitar que uma corporação ou corpo em ação funcione bem. Não é por acaso, que a primeira palavra da lista é planejamento, pois sem planejar tudo vira desdobramento do acaso, da sorte, das circunstâncias viabilizantes favorecedoras.
A verdade é, que na vida real, a maior parte das empresas acaba surgindo por acaso, sem nenhum planejamento; é o caso do grupo de amigos da comissão que organizava uma formatura e que “de repente” se vê motivada a transformar a experiência em uma forma permanente de gerar recursos, atuando como empresários do setor de eventos ou turismo.
O problema não está na forma com que o ideário surge gerando empreendedores cheios de motivação, mas no fato de que a vida empresarial sem planejamento é tão alucinante que acaba se transformando em uma permanente roda gigante, na qual os altos e baixos se sucedem, gerando e consumindo riquezas sem segurança, nem qualidade de vida.
O mesmo pode acontecer com os que preferem seguir carreiras executivas; a maior parte deles começou a trabalhar onde foram aceitos, acabam se acostumando com a rotina e passam a se preparar quando muito para crescer dentro da instituição, setor ou mercado no qual tiveram a sua primeira oportunidade de emprego, esquecendo que existem inúmeras diferentes oportunidades para se realizar pessoal ou profissionalmente.
É como se todos fossemos tomates e dependêssemos do destino para decidir por nós, se haveremos de ser aproveitados cortados em rodelas para compor saladas e pizzas ou esmagados, temperados e transformados em suco ou molhos para lasanha e espaguete. A “ciência da administração” nos alerta a importância de “planejar”.
Tanto empresas como executivos devem ter em mente a importância de construir seus planos de carreira; ele poderá e provavelmente será alterado em decorrência de alguma circunstância imperativa, mas um administrador jamais deve sentir-se confortável com a ideia de se vitimar pelo acaso, e sim utilizar seus predicados para planejar, organizar, dirigir e controlar suas carreiras, empresas e vidas.
Palavra de administrador!
